OBRIGADA PELA VISITA!!!!!!

Sei que vc não sabia q eu tinha este blog, resolvi fazer isso para escrever um pouco sobre minhas impressões e experiências. Enquanto estou dando aulas conto muitas histórias... talvez seja para fazer o tempo não fluir tão rápido e assim abraçar o que de melhor aconteceu, reviver, lembrar e sentir novamente a emoção daquele momento.



A arte de contar histórias deve estar no sangue que recebi de minha mãe e de meu pai, ambos me ensinaram a contar histórias e aqui estou eu, escrevendo-as.



Já tenho dois filhos, já plantei várias árvores e agora cumpro com a terceira premissa para me sagrar humana: escrever um livro.



Vou ficar muito feliz se vc deixar uma frase q exprima o que temos em comum, o que nosso encontro o despertou ou ainda sua impressão sobre o que já leu aqui. Seu coração deve falar mais alto...vou aguardar ansiosa.











domingo, 25 de dezembro de 2011

Viagem à Europa - Parte VII e VIII

FONTANA DI TREVI :

    Em minhas pesquisas já sabia da importância deste monumento, só não tinha idéia do que iria ver lá. Realmente é momumental e impressionante. Estivemos primeiro durante o dia, depois à noite, sempre com muitos turistas caminhando ou estacionados em frente ao monumento. As pessoas ficam paralizadas olhando os detalhes, ouvindo o som das águas e a beleza do conjunto, sob olhares e exclamações ouve-se milhões de adjetivos, em todas as línguas.

Construída toda em resplandecente mármore branco com estátuas magníficas e incrivelmente utilizando a canalização de água fresca criada pelo Império Romano. A água que ainda jorra na Fontana di Trevi utiliza os mesmos sistemas dos engenhosos ancestrais da cidade eterna. Na arquitetura a maior diferença entre a arte grega e a arte romana é a aplicação da abóbada e do arco de volta inteira.  Enquanto os gregos se preocupavam com a harmonia e a proporção, os Romanos privilegiam a grandiosidade e a robustez das construções arquitetônicas. A arte decorativa era constituída pelas colunas e a arte comemorativa era constituída pelos arcos. Estes últimos eram construídos para comemorar os grandes feitos dos imperadores.

A Fontana di Trevi (Fonte dos trevos) é a maior (cerca de 26m de altura e 20m de largura) e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália e está localizada na Rione Trevi, em Roma. Em  1453, o  Papa Nicolau V, determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto feito pelo arquiteto humanista Leon Battista Alberti.

 No ano 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 quilômetros da cidade (cena representada em escultura na própria fonte, atualmente). A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, diretamente para os banheiros de  Marcus Agrippa e serviu a cidade por mais de 400 anos. O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com a  Renascença.

O "golpe de misericórdia" desferido pelos invasores godos em Roma foi dado com a destruição dos aquedutos, durante as Guerras Góticas. Os romanos durante a Idade Média tinham de abastecer-se da água de poços poluídos, e da pouco límpida água do rio Tibre, que também recebia os esgotos da cidade.

Em 1629, o Papa Urbano VIII achou que a velha fonte era insuficientemente dramática e encomendou a Bernini alguns desenhos, mas quando o Papa faleceu o projeto foi abandonado. A última contribuição de Bernini foi reposicionar a fonte para o outro lado da praça a fim de que esta ficasse defronte ao Palácio do Quirinal (assim o Papa poderia vê-la e admirá-la de sua janela). Ainda que o projeto de Bernini tenha sido abandonado, existem na fonte muitos detalhes de sua idéia original.

Muitas competições entre artistas e arquitetos tiveram lugar durante o Renascimento e o período  Barroco para se redesenhar os edifícios, as fontes, e até mesmo a Scalinata di Piazza di Spagna (as escadarias da Praça de Espanha). Em 1730, o Papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual Nicole Salvi foi derrotado, mas efetivamente terminou por realizar seu projeto e a construiu em 1735. Essa fonte está situada no cruzamento de três ruas e faz parte da história da cidade. Salvi morreu alguns anos antes, em 1751, deixando seu trabalho ainda pela metade, que manteve oculto por um grande biombo. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas que eram planejadas, representando Agrippa e Trivia, as virgens romanas, pelas belas esculturas de Netuno e seu séquito.

A fonte foi restaurada em 1998; as esculturas foram limpas e polidas, e a fonte foi provida de bombas para circulação da água e sua oxigenação.

Na Fontana di Trevi você também poderá ver a magnífica estátua do deus Netuno, representado sobre um carro em forma de concha puxado por dois cavalos-marinhos, a fonte tem por figura principal Netuno e dois tritões, simbolizando as marés.  Entre cenas filmadas na Fontana di Trevi, a mais famosa é, indubitavelmente, a do filme La Dolce Vita, dirigida pelo cineasta italiano Federico Fellini.
A Fontana di Trevi é muito mais do que uma fonte ou um chafariz: é um monumento à beleza e à grandeza de um povo.
À noite ela é exuberante, o barulho da água descendo das paredes da Fontana através das luzes é relaxante, por isso muitas pessoas ficam lá por horas, ouvindo e admirando o conjunto. Não nos cansamos de olhar e admirar os detalhes e a estética da obra.

A tradição diz que, se você jogar uma moeda na fonte, voltará a visitar a cidade. Porém, se você for solteiro(a), aqui vai outra dica: a tradição também diz que, se você jogar duas moedas, vai encontrar a sua outra metade da laranja em Roma!



O VATICANO

 Etimologia: o nome "Vaticano" é anterior ao Cristianismo e vem do latim Mons Vaticanus, ou seja, o Monte Vaticano. A raiz da palavra "Vaticano" é derivada do latim "vates", que significa "vidente, adivinho", que por sua vez é uma palavra empréstada do etrusco. Na verdade, a Colina do Vaticano foi a casa dos vates muito antes da Roma pré-cristã. Vaticanus, também conhecido como Vagitanus, era um deus etrusco, que "abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro", e seu templo foi construído no antigo local de Vaticanum. Era também o nome de uma das sete colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero. Lá São Pedro foi martirizado e sepultado para proclamar a sua devoção a Jesus Cristo.


Passamos pela Piazza de San Pietro várias vezes dentro do ônibus turístico. O espaço aberto da Praça é realmente grande. Durante todo tempo a Praça fica cheia de pessoas de todas as idades que se sentam nas proximidades do obelisco para conversar, ver o por do sol, descansar, provar o gelato das proximidades, visitar as lojas de lembrancinhas ou aguardar a aparição do Papa. Ao descermos do ônibus, já eram 5h da tarde, o sol fazia sombra por sobre a cúpula da Basílica, deixando-a num tom de dourado. Descemos mas fomos primeiro provar o gelato, que por sinal é delicioso, cremoso, saboroso... hmmmmmmmmmm!!!!

Então, caminhamos para a Praça. À medida que vamos adentrando o espaço sentimos uma sensação de grandeza nos abraçando. Bernini desenhou sua obra-prima imaginando dois espaços abertos em conjunto. O primeiro, a Piazza Obliqua, tem forma de uma elipse rodeada por colunatas (quatro enormes fileiras de altas colunas dóricas) que se abrem como num grande abraço maternal e simbolizam a Igreja Mãe. Há um corredor largo, entre elas, pelas quais passam automóveis, e duas aberturas mais estreitas para pedestres. O pavimento tem pedras brancas que marcam caminho até o obelisco central, montado sobre quatro leões de bronze. Tradicionalmente, o obelisco representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, pois se diz que as cinzas de César descansam em sua base e uma relíquia da Santa Cruz está escondida no topo. Dos dois lados, há duas fontes em bronze, com bases de granito. O segundo espaço, a Piazza Retta, imediatamente a seguir e bem frontal à basílica de São Pedro, é um espaço trapezoidal que aumenta ao encostar na praça, diminuindo assim numa ilusão de ótica a amplidão da fachada. O edifício à direita abriga o Palácio Apostólico, que leva à "Scala Regia", a escadaria cerimonial desenhada por Bernini.

Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (Stato della Città del Vaticano), é a sede da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana sem costa marítima cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália. Com aproximadamente 44 hectares e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.

A Cidade do Vaticano é uma cidade-estado que existe desde 1929. É distinta da Santa Sé, que remonta ao Cristianismo primitivo e é a principal sé episcopalde 1,142 bilhão de Católicos Romanos (Latinos e Orientais) de todo o mundo. Ordenanças da Cidade do Vaticano são publicadas em italiano; documentos oficiais da Santa Sé são emitidos principalmente em latim. As duas entidades ainda têm passaportes distintos: a Santa Sé, como não é um país, apenas trata de questões de passaportes diplomáticos e de serviço; o estado da Cidade do Vaticano cuida dos passaportes normais. Em ambos os casos, os passaportes emitidos são muito poucos.

Está situado no meio da capital italiana, Roma. Por isso, não possui área costeira, sendo um Estado independente e soberano. Partilha 3,2 km de fronteira com a Itália, mais concretamente com Roma. A defesa do país é da responsabilidade da Itália, enquanto que a segurança do Papa fica a cargo da Guarda da Suíça.


Os edifícios e locais mais emblemáticos da Cidade do Vaticano são a Basílica maior de São Pedro, os Jardins do Vaticano, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina, o Museu do Vaticano, a Biblioteca Vaticana e o Palácio Apostólico. Fora da Cidade do Vaticano, o Estado possui vários edifícios em Roma e na Itália que gozam de direitos extraterritoriais, entre os quais se destacam Castel Gandolfo (a residência de Verão do Papa) e as Basílicas maiores de Santa Maria Maior, de São João de Latrão e de São Paulo Extramuros. Na praça, o Papa celebra Missa Pontíficia nas maiores festas da Igreja. 140 estátuas - santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas - saúdam os peregrinos da balaustrada das colunas, que tem 17 metros de largura. O brasão e as inscrições evocam o Papa Alexandre VII, que encomendou a obra. A Basílica é considerada a maior igreja do mundo com uma área de 23.000 m². Consegue receber mais de 60.000 pessoas, sendo um dos lugares mais sagrados do Cristianismo. A construção da Basílica começou em 1506 e terminou em 1626. Foi construída em parte com o dinheiro angariado pela venda de indulgências (???).

A tradição diz que foi construída no mesmo lugar onde São Pedro, um dos apóstolos de Jesus Cristo, o 1º Papa, foi crucificado ou queimado. Na igreja há o túmulo de São Pedro embaixo do altar principal. Muitos dos outros papas também estão enterrados na basílica, inclusive João Paulo II. A Praça de São Pedro é enorme para abrigar tantos fiéis que querem ver o Papa. Está localizada em frente à Basílica de São Pedro e foi projetada por Bernini no século XVII tendo como base o estilo clássico, mas também o barroco e tem um obelisco do Antigo Egito ao centro, de 40 m de altura, incluindo a base e a cruz no alto do séc. XIII a.C. e foi trazido para Roma no reinado do imperador Nero.

Decidimos não entrar pois a reforma atual está sob a responsabilidade de uma empresa japonesa que proíbe fotografar a Capela Sistina, um de nossos objetivos, mais tarde soubemos que nunca foram permitidas, mas todo mundo tira, então percebemos que essa visita deveria ter sido feita, quem sabe da próxima vez...

Todos os comentários q li em minhas pesquisas definem como um dos mais belos Museus do mundo, com coleções de obras dos maiores artistas, salas e mais salas enormes, lindas como a sala dos mapas! E a principal fica mais no final da visita: Capela Sistina, no momento em  restauração onde se pode apreciar as maravilhas de afrescos como o "Último Julgamento" de Michelangelo. Dizem que é lotada, e imperdível. Pra mim, somente na próxima!!!!!!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Viagem à Europa - Parte VI

O FÓRUM ROMANO

    Assim que nos dirigimos ao Fórum Romano encontramos umas barraquinhas, compramos uma pizza e um refresco para ir disfarçando o estômago, o sol estava alto e sentíamos até calor. Seguimos por uma Via (Via dei Fori Imperiali) onde adentramos ao Fórum. À primeira vista é um local com muitas ruínas, como não tínhamos um guia fomos andando seguindo a multidão.

       O Fórum Romano era o núcleo a partir do qual se desenvolvia toda a vida pública e a cultura durante a época da República. Nesse lugar se encontravam tanto os estabelecimentos comerciais e de negócios como os templos religiosos, a administração pública e, inclusive, a área de prostituição. Antes da construção do fórum, a área do terreno era um grande pântano, posteriormente canalizado por meio da Cloaca Máxima (que em latim significa Grande Esgoto).


      Atualmente podem-se visitar as ruínas do Fórum Romano e ver vários templos que ainda se mantêm em pé, tais como o de Castor e Pólux, o de Júpiter ou o de Rômulo. Nessas ruínas, existem vários arcos, uma basílica, a antiga sede do Senado Romano e a Rostra (Tribuna), de onde os políticos da época proferiam seus discursos para as multidões. Além disso, a Via Sacra, uma das principais ruas de Roma, cruza o fórum de ponta a ponta.


     Nas antigas cidades romanas, os forae era um espaço aberto rodeado de edifícios públicos, que serviam de local de reunião, podendo ter sido uma readaptação da ágora grega. Costumava encontrar-se no cruzamento do cardo e do decumano, eixos centrais do urbanismo de qualquer cidade de fundação romana. O fórum era também local de mercado, de realização de cerimónias religiosas e dos mais importantes atos cívicos da Cidade. O Fórum Romano, o mais antigo e mais importante da Roma republicana, estava situado entre as colinas mais importantes e célebres de Roma, quer em termos políticos, quer do imaginário e mitologia romanos, quer históricos ou sociais: o Palatino (dos "palatii", palácios da aristocracia romana e dos imperadores e figuras mais importantes da Urbe) e o Capitólio (ou Campidoglio, "campo das oliveiras"), tocando ainda no Célio e no Esquilino, outras colinas da Urbe. Em torno deste espaço estavam os mais importantes edifícios públicos, adornados de colunas comemorativas, estátuas, arcos, com pórticos, colunatas, templos, basílicas e arquivos.

Templo de Saturno:

     
 Com o crescimento do seu colossal império, Roma necessitava de possuir um centro cívico ainda mais amplo do que o do Fórum Romano, pelo que quer Júlio César quer vários imperadores não deixaram de criar novos fóruns, adjacentes e complementares: além do de Júlio César, temos assim o de Augusto (primeiro imperador), o de Vespasiano, o de Trajano e o de Nerva, entre outros. Para além de alterarem a orientação urbanística da Cidade, estes grandiosos e monumentais fóruns representavam também o sinal de uma mudança radical na política de Roma e comprovavam a vontade imperial de possuir e demonstrar poder e força. O lajeado da Via  Sacra passava sob o Arco de Tito, construído em 81 d. C e celebrava a tomada de Jerusalém em 70. Tipicamente romano, o arco de triunfo é um monumento comemorativo que surgiu pela primeira vez cerca de 200 a. C., erigido para celebrar vitórias de imperadores ou generais, sendo decorado com baixos-relevos alusivos à efeméride e adornado, em cima, com estátuas de bronze dourado.
Arco de Tito Vespasiano:
Por oposição a este, existia o belíssimo Arco de Sétimo Severo. Também no Fórum estava o templo de Vesta, o santuário mais venerado da Cidade, onde as sacerdotisas virgens (as Vestais) mantinham sempre aceso o fogo sagrado, que representava o lar doméstico (focolar, de focus lare), centro e fonte de vida do poder romano. As sacerdotisas viviam na Casa das Vestais, um enorme edifício contíguo ao templo. Outros templos importantes estavam no Fórum, como o de Castor e Pólux (6-7 d. C.) ou o de Antonino e Faustina (141 d. C.), imperadores divinizados. Junto à Via Sacra - por onde na Sexta-Feira Santa da Páscoa os Papas fazem também uma "Via Sacra" em tributo à de Cristo em direção ao Calvário - existia também a basílica de Júlia (46 a. C.), fundada por Júlio César. Era uma sede de tribunais e um centro de negócios. O maior dos templos era porém o de Vénus e Roma (135 d. C.), mandado fazer pelo imperador Adriano, e maior que a basílica de Maxêncio, também no Fórum. No Fórum, encontrava-se ainda a Prisão Mamertina - onde estiveram encarcerados prisioneiros célebres, como Vercingétorix, São Pedro e São Paulo - e a Cúria, supostamente a sede do Senado. Junto a esta, estava o Comitium, local de assembleias populares (daí o termo "comício").

      Os outros Fóruns estavam contíguos ao Romano e ao de Júlio César. O de Trajano (107 d. C.), uma praça monumental rodeada de inúmeras lojas e assinalada por uma monumental coluna com cerca de 40 metros daquele imperador, foi essencialmente um fórum comercial - o primeiro centro comercial do Ocidente (primeiro shopping talvez!!!). Não longe, está o do imperador Nerva (97 d. C.), ou Transitório, pois ligava os outros fóruns existentes.

     Encontrei no Youtube vídeos com a reconstrução em 3D do que fora o Fórum Romano e fiquei impressionada com a grandeza das construções. E pensar que Roma foi construída em 760 A.C. teve seu apogeu na era Cristã e foi tida como a cidade mais poderosa nos séculos posteriores a Cristo. Uma viagem à Roma traz outras viagens, como volta ao passado, às descobertas e origens do que hoje vivemos e temos, chamado progresso.











Esse é o Stadion, local de competições antes da existência do Coliseu.


Vista do Coliseu desde a entrada do Fórum Romano.


Termas de Caracala, hoje usada para apresentações de ópera e comemorações artísticas. Ficava de frente para o Circus Máximo, mas pertencia ao conjunto arquitetônico do Fórum.

    Saímos de lá cansadas, felizes, curiosas, questionando valores e entendendo a ambição humana. Roma, assim como todas as cidades por onde passei tem um espírito; de outras consegui definir se eram masculinas ou femininas, mas esta cidade é dúbia, traz ambos, podemos dizer que ela é GAY... misturando o sagrado e o profano. O misto de religiões, ideais, autoridades, ambição confundem e se tornam sem identidade em algum momento; é una.
    O passeio pela Roma Imperial nos deixa sem palavras tamanho é a grandiosidade dos monumentos, vias e palácios. A história nos traz detalhes, por isso é importante viajar antes, durante e depois.

Veja o link em 3D
http://www.youtube.com/watch?v=S4PACYJKxic

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Viagem à Europa Parte V

O COLISEU e o FÓRUM ROMANO


Chegamos no Coliseu às 11h, só eu, a Poly e a Gisela decidimos entrar. As outras meninas queriam as barraquinhas, a Ieda tinha ido pra outros lados... A bilheteria estava com fila longa, mesmo assim esperamos. Pagamos 12euros com direito a visitar também o Fórum Romano que fica ao lado. Não havia guia em português naquele dia, tivemos que aguardar uma em espanhol. Melhor, pois em inglês só eu e a Poly entenderíamos. Pagamos 5euros por esse serviço guiado, pegamos um rádio tipo nextel para acompanhar à distância. A visita iria começar às 11h30 e levaria 2h30. Nem pensamos em fome, tudo era muito impressionante. Os turistas se embolavam na catraca da entrada e se dispersavam para os Meeting Points com seus respectivos guias. A entrada é escura porque a poluição já encobre com a foligem o primeiro piso externo do edifício. Vejam a foto.

De onde ficamos aguardando a chegada da guia dava pra ver a espessura das paredes, com uma envergadura minha, 1,50m, feitas com blocos imensos de mármore, cortados milimetricamente iguais, no momento, cheios de furos onde havia os ferros que amarravam os blocos, arrancados para outras edificações. A guia chegou e foi nos coduzindo, éramos um grupo de 30 pessoas. Ela iniciou com a história do edifício desde sua construção, dificuldades, objetivos, imperadores responsáveis, etc... Muita informação, poucas ficaram na memória, por isso fiz uma coletânea da internet para registrar aqui as mais importantes:

      O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, é uma excepção de entre os anfiteatros pelo seu volume e relevo arquitetônico. Originalmente capaz de abrigar perto de 50 000 pessoas, e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre oito a dez anos a ser construído.

      O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da Idade Média, mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.

       Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitetura. Atualmente é uma das maiores atrações turísticas em Roma e em 7 de julho de 2007 foi eleita umas das "Sete maravilha do mundo moderno". Além disso, o Coliseu ainda tem ligações à igreja, com o Papa a liderar a procissão da Via Sacra até ao Coliseu todas as Sextas-feiras Santas.


      Foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Vespasiano de 68 a 70 d.C., mais tarde foi inaugurado por Tito por volta de 79 a 81 d.C., embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 mil espectadores, em três andares. Durante o reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, foi ampliado com um quarto andar, podendo abrigar então cerca de 90 mil espectadores. Finalmente foi concluído por Domiciano, filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 81 a 96 d.C.
Arco de Tito




Escadarias de acesso às arquibancadas mais altas, destinadas às pessoas do povo.

     A construção começou sob ordem de Vespasiano numa área que se encontrava no fundo de um vale entre as colinas de Celio, Esquilino e Palatino. O lugar fora devastado pelo Grande Incêndio de Roma do ano 64, durante a época de governo do imperador Nero, e mais tarde havia sido reurbanizado para o prazer pessoal do imperador com a construção de um enorme lago artificial, da Domus Aurea (em latim, "casa dourada"), situada num complexo de uma vila e de uma colossal estátua de si mesmo.

      Vespasiano, fundador da dinastia Flaviana, decidiu aumentar a moral e autoestima dos cidadãos romanos e também cativá-los com uma política de pão e circo, demolindo o palácio de Nero e construindo uma arena permanente para espectáculos de gladiadores, execuções e outros entretenimentos de massas. Vespasiano começou a sua própria remodelação do lugar entre os anos  70 e 72, possivelmente financiada com os tesouros conseguidos depois da vitória romana na Grande Revolta Judaica, no ano 70. Drenou-se o lago e o lugar foi designado para o Coliseu. Reclamando a terra da qual Nero se apropriou para o seu anfiteatro, Vespasiano conseguiu dois objetivos: por um lado realizava um gesto muito popular e por outro colocava um símbolo do seu poder no coração da cidade. Mais tarde foram construídos uma escola de gladiadores e outros edifícios de apoio dentro das antigas terras da Domus Aurea, a maior parte da qual havia sido derrubada.

        Vespasiano morreu mesmo antes de o Amphitheatrum Flavium ser concluído. O edifício tinha alcançado o terceiro piso e Tito foi capaz de terminar a construção tanto do Coliseu como dos  banhos públicos adjacentes (que são conhecidos como as Termas de Tito) apenas um ano depois da morte de Vespasiano. A grandeza deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flávios.

       No Coliseu eram realizados diversos espectáculos, com os vários jogos realizados na urbe. Os combates entre gladiadores, chamados muneras, não eram pagos pelo Estado, mas sim por indivíduos em busca de prestígio e poder.

       Outro tipo de espetáculos era a caça de animais, ou venatio, onde eram utilizados animais selvagens importados de África. Os animais mais utilizados eram os grandes felinos como leões, leopardos e panteras, mas animais como rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes eram também utilizados. As caçadas, tal como as representações de batalhas famosas, eram efetuadas em elaborados cenários onde constavam árvores e edifícios amovíveis. Estas últimas eram por vezes representadas numa escala gigante; Trajano celebrou a sua vitória em Dácia no ano 107 com concursos envolvendo 11 mil animais e 10 mil gladiadores no decorrer de 123 dias.

       O Coliseu também era utilizado para a realização de naumaquias, ou batalhas navais. O coliseu era inundado por dutos subterrâneos alimentados pelos aquedutos que traziam água de longe. Passada esta fase, foi construída uma estrutura, que é a que podemos ver hoje nas ruínas do Coliseu, com altura de um prédio de dois andares, onde no passado se concentravam os gladiadores, feras e todo o pessoal que organizava os duelos que ocorreriam na arena. A arena era como um grande palco, feito de madeira, e se chama arena, que em italiano significa areia, porque era jogada areia sob a estrutura de madeira para esconder as imperfeições. Os animais podiam ser inseridos nos duelos a qualquer momento por um esquema de elevadores que surgiam em alguns pontos da arena; o filme "Gladiador" retrata o funcionamento dos elevadores. Os estudiosos há pouco tempo, descobriram uma rede de dutos inundados por baixo da arena do Coliseu. Confirmando que o Coliseu foi construído onde, outrora, foi o lago do "Palácio Dourado de Nero".
     Sylvae, ou recreações de cenas naturais eram também realizadas no Coliseu. Pintores, técnicos e arquitectos construiriam simulações de florestas com árvores e arbustos reais plantados no chão da arena. Animais seriam então introduzidos para dar vida à simulação. Esses cenários podiam servir só para agrado do público ou como pano de fundo para caçadas ou dramas representando episódios da mitologia romana, tão autênticos quanto possível, ao ponto de pessoas condenadas fazerem o papel de heróis onde eram mortos de maneiras horríveis, mas mitologicamente autênticas, como mutilados por animais ou queimados vivos.

       Embora o Coliseu tenha funcionado até o século VI, foram proibidos os jogos com mortes humanas desde 404, sendo apenas massacrados animais como elefantes, panteras ou leões.
       O monumento permaneceu como sede principal dos espetáculos da urbe romana até o período do imperador Honório, no século V. Danificado por um terremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma extensiva restauração na época de Valentiniani III. Em meados do século XIII, a família Frangipani (será que não são os antecessores do Lenio????????) transformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.

     O Coliseu, como não estava inserido numa zona de encosta, enterrado, tal como normalmente sucede com a maioria dos teatros e anfiteatros romanos. Em vez disso, possuía um "anel" artificial de rocha à sua volta, para garantir sustentação e, ao mesmo tempo, esta substrutura serve como ornamento ao edifício e como condicionador da entrada dos espectadores. Tal como foi referido anteriormente, possuía três pisos, sendo mais tarde adicionado outro. É construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros), segundo conhecimentos passados por meu pai, essa pedra é muito mais leve que o mármore carrara. A sua planta elíptica mede dois eixos que se estendem aproximadamente de 190m por 155m. A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jônicas e coríntias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.

        A arena (87,5 m por 55 m) possuía um piso de madeira, normalmente coberto de areia para absorver o sangue dos combates (certa vez foi colocada água na representação de uma batalha naval), sob o qual existia um nível subterrâneo com celas e jaulas que tinham acessos diretos para a arena. Alguns detalhes dessa construção, como a cobertura removível que poupava os espectadores do sol, as quais podem ser vistas por cima dos muros chamadas de  misulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e mostram o refinamento atingido pelos construtores romanos. Formado por cinco anéis concêntricos de arcos abóbodas, o Coliseu representa bem o avanço introduzido pelos romanos à engenharia de estruturas. Esses arcos são de concreto (de cimento natural) revestidos por alvenaria. Na verdade, a alvenaria era construída simultaneamente e já servia de forma para a concretagem.
         Os assentos (hoje só vemos 8 degraus em mármore, vejam a foto acima) eram em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividiam-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, setor destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. O pulvinar, a tribuna imperial, encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espectáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passagem de madeira, para o caso de algum acidente e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro, celas para os prisioneiros, locais onde os gladiadores se aqueciam e onde armas recebiam seu afiamento. Esse subsolo tinha 6 metros de altura.

      Como sede principal dos jogos gladiatórios até o séc. V, o Coliseu recebia seu público por 80 entradas numeradas que facilitavam também seu esvaziamento.



      Os jogos gladiatórios não começavam no dia das lutas. Na verdade começavam alguns dias antes quando os combates eram anunciados com cartazes afixados nas casas e edifícios públicos. Nos cartazes pregados e nos vendidos na rua, veríamos toda a programação do dia de jogos, com os tipos de combates, horários, os nomes dos lutadores e o patrocinador da competição.

       O dia dos jogos começava logo pela manhã. Romanos de todas as classes sociais se dirigiam ao Anfiteatro Flavium para presenciar um espetáculo que duraria até o crepúsculo. Nos arredores do anfiteatro, novos programas eram distribuídos. Nesse dia o público não precisaria comprar ingressos, já que o imperador era o promotor do evento. As pessoas se dirigiam para seus lugares segundo seu grupo social. A elite ocuparia a fileira mais perto da arena; os grupos médios ocupariam a segunda fileira e plebe e as mulheres ocupariam as duas últimas fileiras. Nesse dia, ainda era esperada a presença do imperador.

      Transportados em carruagens abertas, os gladiadores entravam pela porta da arena e atrás deles, seus criados carregando seus armamentos. A plateia explodia em alegria gritando os nomes de seus preferidos. Os gladiadores vestiam uma capa púrpura com detalhes em ouro e davam uma volta em torno da arena para que o público pudesse vê-los. A carruagem parava em frente à tribuna imperial onde estava o imperador e os gladiadores saudavam-no erguendo o braço direito.

       O Império Romano foi fundado sob a violência e a arena tinha a função simbólica de representá-la. O fato de escravos lutarem e morrerem na arena mostrava a vitória de Roma sobre seus inimigos, assim como a vitória da civilização, representados pelos romanos sobre a barbárie significava os povos vencidos.

        Gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga. O nome "Gladiador" provém da espada curta usada por este lutador, o gladius (gládio). Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou ferido sem poder combater. Nesse momento do combate é que era determinado por quem presidia aos jogos, se o derrotado morria ou não, frequentemente influenciado pela reacção dos espectadores do duelo. Alguns dizem que bastava levantar o polegar para salvar o lutador, outros dizem que era a mão fechada que deveria ser erguida.

      Entretanto alguns estudos relatam que nem sempre o objetivo era a morte de um dos gladiadores, haja vista, que isso geraria ônus para o estado romano. Argumenta-se que o principal objetivo era o entretenimento da plateia. Faziam parte da política do "pão e circo" (panis et circencis).

      Pouco comum era que um romano de alta posição social, mas arruinado, se relacionasse como gladiador a fim de garantir a própria defesa, ainda que de maneira arriscada. Ser proprietário de gladiadores e alugá-los era uma atividade comercial perfeitamente legal.

     Os gladiadores tinham treinamento em escolas especiais conhecidas como ludus. Em Roma havia quatro escolas, sendo a maior Ludus Magnos que era conectada com o Coliseu por um túnel subterraneo. No intervalo das lutas eles tinham um tratamento especial que envolvia grandes cuidados médicos e treinamento cuidadoso. No geral, eles não lutavam mais que três vezes ao ano. Viajavam em grupos conhecidos como famílias quando iam lutar em outras cidades. O treinador, conhecido como lanista (provavelmente derivado da palavra carniceiro), ia junto.

     Os gladiadores eram, em grande parte, vegetarianos. Alimentavam-se basicamente de feijões e cevada. O motivo é o fato de que a carne era um alimento caro e eles eram escravos. Eram comuns nas lutas as participações de anões, sendo que eles lutavam tanto entre si como também em times contra gladiadores normais.

    Havia também gladiadoras mulheres, que lutavam com um seio exposto, pois usavam as mesmas vestimentas dos gladiadores homens. O imperador Domiciano gostava de ver lutas entre anões e mulheres.

      Os gladiadores eram os jogadores de futebol da sua época, heróis adorados, apesar de não serem aceitos socialmente. Alguns eram homens livres ou aristocratas que tinham perdido sua fortuna e escolheram viver vidas curtas, porém gloriosas. A maioria, no entanto, era formada por prisioneiros de guerra e criminosos condenados. Dezenas de milhares eram enviadas à morte em combates corpo a corpo, lutando contra animais selvagens ou em simuladas batalhas navais sobre naves verdadeiras na arena inundada. A emoção era grande e a violência era derramada sobre os espectadores, como nos jogos modernos de futebol. A vitória lhes conferia a liberdade, por isso tanto empenho e submissão.

      O Coliseu era um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia de toda uma civilização, e tal como era já profetizado pelo monge e historiador inglês Beda na sua obra do século VII "De temporibus liber": "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma ruirá e quando Roma cair, o mundo cairá".

       O Coliseu é conhecido como o maior símbolo da cidade de Roma, e um dos melhores exemplos da engenharia e da arquitetura romana.
       Saímos de lá quase 3h da tarde, lotadas de informação e fotos. Queríamos poder gravar o relato da guia, mas era importante também fotografar... então, está aí um pouco do que consegui trazer sobre tantas curiosidades q ela nos mostrou. Uma das coisas importantes é que agora, revendo a história, tudo se encaixa como um quebra cabeças e aparece o quadro perfeito obedecendo à história. A guia também comentou que a engenharia e arquitetura atual usam ainda os princípios dos romanos quanto a elevadores, dutos, hidrálica e náutica que eles, de forma exemplar, desenvolveram. Bem, foi uma aula de história, cultura, arte, política, direito, hegemonia e civilização romana. Valeu cada centavo investido.                   

       Dirigimo-nos ao Fórum Romano que fica próximo, encontramos com as outras meninas q já tinham comprado lenços, badulaques, rosários do Vaticano... etc, etc, etc...Nós não queriamos nem comer, tal era a vontade de passear entre as ruas da Roma Imperial.

Vamos fazer uma pausa, há muito que contar do Fórum, no próximo capítulo continuaremos.
Até mais.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Viagem à Europa - Parte IV

Desembarcando em Civitavecchia:.


      O Hotel Porto di Roma, em Civitavecchia já tínha reservado uma van para nos levar até ROMA. Marcamos às 11h, mas conseguimos desembarcar às 9h30 então, ficamos aguardando. Como sou um pouco anflita, não consegui ficar ali sentadinha, peguei o shuttle e fui até a entrada do Porto ver se a tal Van não estava lá nos aguardando. Infelizmente não estava, então fui correndo até o Hotel saber qual horário tinha sido confirmado. Até o Hotel tem uma subida q me tirou a rapidez, mas não o entusiasmo. O concierge ligou e pronto, a van ia me pegar e levaria até o Porto. Deu tempo de descansar e às 11h já estávamos chegando para pegar as bagagens e as meninas.

      De Civitavecchia a Roma são 86 km, numa estrada bem sinalizada, desenhada na encosta de morros que ladeiam o Mediterrâneo, de onde podemos avistar o sol da manhã batendo seus raios dourados no mar calmo e pacífico (acho q o nome do Pacífico deve ter sido empregado errado...).
 Acredite, não há ondas no Mediterrâneo, apenas marolas;  parece um imenso lago.

 O motorista da Van era discreto e parecia ansioso como um bom italiano. Ele era calvo, aparentava uns 40 anos, rápido, decidido na direção e de raras palavras, nem se apresentou. Não sei se entendia o que conversávamos, talvez por isso fosse melhor ficar caladinho. Um momento uma das meninas com entou: será q ele está entendendo o que falamos? Outra delas falou: ele deve estar careca de saber o q turistas falam!!! (bem, era mesmo, demos muita risada). Sentei-me no banco da frente pois queria fotografar a rodovia e as placas.



Em menos de 1h estávamos em Roma. Ele nos deixou em frente ao Hostel Roma Downtown que fica a 100m do Roma Termini, uma beleza!!!!!

Chegamos cedo, mas não pudemos entrar nos quartos, somente após às 14h. Deixamos as "malinhas" no locker e fomos bater pernas. Almoçamos no Roma Termini que tem amplas lojas, lanchonetes, restaurantes e uma galeria imensa bem iluminada e arejada. Depois entramos numa loja de departamentos e arrematamos um estoque de sabonete da Toscana por 2,99e, saímos de sacolinhas pesadas. De lá voltamos ao Hostel para ocupar os quartos. O Hostel tem uma entrada com interfone e câmera, bem seguro. Subimos dois lances de escada para a recepção e pegar as malas. Nosso quarto era no 2º andar mesmo, o outro era no 4º. Tinha elevador para subir as malas, ainda bem. Os banheiros eram coletivos, no corredor bem em frente ao nosso quarto, só q devíamos cuidar, era único, servia para homens e mulheres. Essa atmosfera assustou um pouco as meninas q se acostumaram com o conforto e privacidade do navio. Eu ainda as lembrei: pessoal, vamos acordar... navio, já era!!!!!! Tudo acomodado fomos reconhecer a área. Notamos muita gente nas ruas, em grupo. Eram pessoas em excursão. Roma é uma cidade turística com milhares de visitantes. Notei q bem mais numerosos e definidos do que os visitantes do Rio, Paris, Madrid. Outra coisa q me chamou atenção são as faixas para pedestres. Não há sinaleiros nas esquinas, mas as faixas estão em todas para garantir que só ali há segurança. Quando o pedestre pisa em uma delas todos os carros param, assim ninguém se esquece de só atravessar ali, simples e eficaz. Claro que há sinaleiros, nas grandes vias, principalmente próximo ao Roma Termini. O trânsito de Roma é considerado o mais caótico do mundo, só agora entendi o porquê, os carros estacionam a quase 3m da guia da calçada e se estão com muita pressa estacionam em diagonal mesmo e usam muito a buzina. Tirei umas fotos rapidamente para o motorista não perceber, pois fiquei assustada.
 Apesar disso tudo não vimos nenhum acidente. Decidimos q no dia seguinte pegaríamos o ônibus do sightseeing com direito a 2 dias de passeio, preço 18e. Fizemos uma caminhada por perto e voltamos, algumas estavam mareadas... era saudades do navio. Dormimos cedo, tomamos o café da manhã com torradas, geleia, chocolate quente, suco pagando uma diária de 21euros e lá fomos pegar o busão. O dia estava frio, contudo um céu anil. Descemos no Coliseu, um imenso monumento com milhares de pessoas à volta fotografando, comprando bugigangas e aguardando para entrar. Esse monumento merece um capítulo à parte.